sábado, 24 de março de 2012
Momentos "No Meio do Caminho": Galeria No Meio do Caminho, CONALI - 2007
Galeria No Meio do Caminho
Exposição realizada no saguão de entrada da Biblioteca Central da UEM, em outubro de 2007, durante o II CONALI (II Congresso Nacional de Linguagens em Interação, evento do Departamento de Letras da UEM) e organizada por Marciano Lopes e Sansão. Foram inúmeras as participaçóes de poetas, fotógrafos e artistas plásticos. Com o risco de deixar alguns de fora, lembro que participaram com:
a) poemas: Abraan Burlamarqui, Alex Sandro de Medeiros, Gabriel da Cruz, Julia Toledo, Juliana Menezes, Marciano Lopes, Marcos Silva, Nívia Martins, Sansão, Simone Tom, Valéria Eik e Xavier;
b) fotos: Locatelli, Marcos Silva, Valéria Eik e Xavier;
c) esculturas: Gisele Cerqueira Cézar, Mário don Leal e participantes do atelier de esculturas em argila de Valmir Batista da Silva (Brother).
Marciano Lopes, Brother e Sansão
Visão parcial da exposição Galeria NMC
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Momentos "No Meio do Caminho": Publicação da "Agenda Poética Escolar Permanente NMC" organizada por Sansão
A "Agenda Poética Escolar Permanente NMC", organizada por Sansão, foi publicada com o auxílio da Lei de Incentivo à Cultura do Município de Maringá em 2005 e lançada durante o I Sarau Outras Palavras, evento da programação comemorativa dos 40 anos do Departamento de Letras da UEM. Para saber mais sobre ela leia a matéria Rede pública de ensino recebe agendas poéticas, publicado na Revista Conexão Maringá.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Vídeo com a canção "Mensageiro", de Claudeir de Souza
Lembrança do amigo Claudeir de Souza, atualmente residindo em Curitiba: a canção "Mansageiro", uma das canções vencedoras do IV Festival Canção Nova da Música Católica em uma gravação caseira.
Abaixo, duas fotos da época em que produziu meu CD A contrapelo e o CD Dré Camargo, nos anos de 2004 e 2005. A primeira ao lado de Dré Camargo.
domingo, 18 de março de 2012
Revista JIOP 2 online! Confiram!
A Revista JIOP 2 está pronta e já se encontra na
sua versão online na página do Departamento de Letras, da UEM. Para vê-la, o
endereço é www.dle.uem.br - na coluna à
esquerda se encontra o espaço do Projeto Outras Palavras e os links para suas
duas edições. A 1a é rapidamente acessável, pois está em html, mas a 2a está em
pdf e necessita ser carregada, daí que seja necessário um pouco de paciência...
Sua versão em DVD será lançada em breve, aguardem!
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Projeto de Lei prevê isenção de IR para professores
Por Agência Câmara de Notícias via Informativo Aduem n. 6 (2012)
Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 2607/11, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que concede isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física sobre a remuneração de professores. Pela proposta, para ser beneficiado, o profissional precisa estar em efetivo exercício na rede pública de educação infantil, fundamental, média e superior.
O autor do projeto entende que cabe ao poder público criar mecanismos que incentivem o maior número possível de pessoas a exercer o magistério. "Ao longo dos anos, percebemos o quanto o professor tem sido sacrificado, não só no aspecto salarial, como também na tributação de seus ganhos. Educar é uma arte. Mas também é um trabalho de grande impacto social, com repercussão no desenvolvimento do País", argumenta.
O deputado cita como exemplo da importância da carreira o fato de que muitos juízes, legisladores e altos funcionários da administração pública já foram professores e usam a experiência adquirida na relação com os alunos para o desempenho de suas funções públicas.
"O magistério já é, por si mesmo, sacrificante, exigindo dedicação absoluta de quem o exerce. É justo que se dê aos profissionais dessa área um tratamento condigno", avalia Bornier.A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-2607/2011
Acesso:Convém ficar de olho! - http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/207791-PROJETO-PREVE-ISENCAO-DE-IR-SOBRE-REMUNERACAO-DE-PROFESSORES.html
Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Maria Clarice Dias
Acesso:Convém ficar de olho! - http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/207791-PROJETO-PREVE-ISENCAO-DE-IR-SOBRE-REMUNERACAO-DE-PROFESSORES.html
sábado, 25 de fevereiro de 2012
¡Água-Viva! no CineSíntese - um ArtÂnima de don Leal e Giu Maranho
Achava que já tinha postado este vídeo no blog, mas parece que não... vai lá!
É uma produção dos amigos donLeal e Giuliano Maranho para um haicai meu, do meu primeiro (e imaturo) livro Torpor. Os créditos estão todos no próprio vídeo, um ArtÂnima do projeto CineSíntese, idealizado pelos caros amigos. Curtam este curtinha!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
5 haicais para um novo ano
1
Calor de verão.
Um casal de lesmas
na sombra da parreira.
Um casal de lesmas
na sombra da parreira.
:
:
2
:
Som de cello.
Formigas trilhando
o rastro do rastelo.
Formigas trilhando
o rastro do rastelo.
:
:
3
:
Néctar de rosas.
Borboletas faceiras
se enlaçam formosas.
Borboletas faceiras
se enlaçam formosas.
:
:
4
:
Saindo de férias.
No engarrafamento
bebo Bashô.
:
5
Na beira do cais
silêncio de algas e peixes.
Borbulham haicais.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados...
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Dois novos (e fresquíssimos) poemas da série "Línguas em fogo"
DA MODA POÉTICA
Tudo que é sólido desmancha no ar
(já disse Marx em seu Manifesto)
e assim se esvai a poesia
estilhaçada em mil cacos incoláveis
miríades de maldiotas miragens
de uma realidade selvagem.
(Incompreensível e insuportável realidade
sem a devida dose diária
de telenovelas e realities shows
onde a privada pública - e publicitária
faz do otário eros heroína.)
E assim se esvai a poesia
sem centro cetro razão
sem ritmo magia tesão.
Desfilar de fogos f(l)atos
que não iluminam sequer um flash
além da pueril perplexidade geral.
E assim se compraz a poesia
achando o máximo multi(a)plicar o caos
do dia a dia infernal.
POÉTICA DOS PAT(H)OS
(ou da possível epiphania)
Sou um dinossauro
na (pós?) modernidade poética:
meu ideal de poeta
ainda é disparar a seta
(que se o alvo não acerta
pelo menos a bunda espeta).
Tudo que é sólido desmancha no ar
(já disse Marx em seu Manifesto)
e assim se esvai a poesia
estilhaçada em mil cacos incoláveis
miríades de maldiotas miragens
de uma realidade selvagem.
(Incompreensível e insuportável realidade
sem a devida dose diária
de telenovelas e realities shows
onde a privada pública - e publicitária
faz do otário eros heroína.)
E assim se esvai a poesia
sem centro cetro razão
sem ritmo magia tesão.
Desfilar de fogos f(l)atos
que não iluminam sequer um flash
além da pueril perplexidade geral.
E assim se compraz a poesia
achando o máximo multi(a)plicar o caos
do dia a dia infernal.
POÉTICA DOS PAT(H)OS
(ou da possível epiphania)
Sou um dinossauro
na (pós?) modernidade poética:
meu ideal de poeta
ainda é disparar a seta
(que se o alvo não acerta
pelo menos a bunda espeta).
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Poesia Infantil (4): Brincando com as palavras
PAI E MÃE
–
Filha, não dá nada
de
espinha pro gatinho.
– Pode
dá sim, benzinho,
que
dá nada, não!
– Danada!
O TATU
LIGADÃO
O tatu que é ligadão
pra não ser atropelado
tatua atrás do casco:
“Seja esperto! Passe ao lado!”
CORRIDA DE BIKES
I lyke my bike !
fala o menino rico.
Eu amo minha magrela !
fala o menino esperto.
E assim seguem todavia
via Brasil.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Poesia infantil (3): Os embalos do galo
OS EMBALOS DO GALO
Marciano Lopes
Que barato ver o galo
aos sábados, no embalo!Primeiro se prepara
pra andar na onda:
passa as penas
engoma a cristalustra as unhas
e as esporas
se avista no espelho
e se sente todo prosa.
Depois na discoteca
bota o galo pra quebrar!
pula pra aqui
pula pra lápula pra aqui
pula pra lá
joga a crista prum lado
joga o
rabo pro outrorodopia pela pista
e sai cantando que nem louco:
cocorocó cocorocó
olha aqui o galoque é o orgulho da vovó!
cocorocó cocorocó
olha aqui o galoque é o orgulho da vovó!
Que barato ver o galo
botando bronca nos embalos!
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domingo, 20 de novembro de 2011
Anônimos aduzidos no Jardim Elétrico
Vai aí um vídeo do grupo Anônimos aduzidos, com um abraço aos amigos D-X e Mário, integrantes do grupo. Em setembro deste ano ele ganharam o 4o Acorde Universitário da UEM, com a música "Soldado anônimo". Valeu!
Marciano Lopes
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Revista JIOP online & Café Cultural,quarta, dia 9, na Casa de Bamba
Em tempo:
Convite do Café Cultural de novembro
Dia: quarta-feira, 09 de novembro às 20hs
Local: Casa de Bamba, Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, 4449
Tema da Noite: Revelarte: A busca de novos sentidos
Animadores: Tabajara Marques e Tadeu dos Santos, artistas plásticos
Brindes: Serão sorteados alguns brindes para os participantes.
Entrada: R$5 de couvert; trazer um vinho ou suco de uva é pratica dos amigos e amigas do Café.
Favor confirmar presença: cafemga@yahoo.com.br
Saiba mais: cafemga.blogspot.com/
Dia: quarta-feira, 09 de novembro às 20hs
Local: Casa de Bamba, Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, 4449
Tema da Noite: Revelarte: A busca de novos sentidos
Animadores: Tabajara Marques e Tadeu dos Santos, artistas plásticos
Brindes: Serão sorteados alguns brindes para os participantes.
Entrada: R$5 de couvert; trazer um vinho ou suco de uva é pratica dos amigos e amigas do Café.
Favor confirmar presença: cafemga@yahoo.com.br
Saiba mais: cafemga.blogspot.com/
Marciano Lopes
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Polêmica Lobato X CNE - a sabedoria do politicamente correto
Sabedoria do Politicamente Correto
(ou o caso lobato/CNE a moda de oswald)
O Conselho Nacional de Educação adverte:
Quaisquer ironias
sobre os princípios religiosos
quaisquer conceitos
mais ou menos avançados
sobre o Deus da nossa fé
re
.......puta
-se
de falta grave
contra todo o trabalho educacional !
Fiz o poema recortando (ou sampleando, poder-se-ia dizer) trecho do Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a presença de racismo na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. Li o trecho em artigo* – de valiosa leitura – de Alaor Barbosa, que rememora os mandos e desmandos históricos sobre a pessoa e a obra do criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo e da (saudosa) Editora Brasiliense, grande espírito empreendedor que popularizou o livro (passou a vende-lo em bancas de revistas) e encabeçou, nos idos anos 30, a campanha “O petróleo é nosso” (se hoje fosse, o slogan seria “O pré-sal é nosso!”), transformada em matéria literária no famoso livro O poço do Visconde e encampada como bandeira de luta pela UNE.
Outro artigo de indispensável leitura, além do já citado texto de Alaor Barbosa, é Preconceito e intolerância em Caçadas de Pedrinho - a polêmica Lobato/Conselho Nacional de Educação, de Marisa Lajolo.
(ou o caso lobato/CNE a moda de oswald)
O Conselho Nacional de Educação adverte:
Quaisquer ironias
sobre os princípios religiosos
quaisquer conceitos
mais ou menos avançados
sobre o Deus da nossa fé
re
.......puta
-se
de falta grave
contra todo o trabalho educacional !
Fiz o poema recortando (ou sampleando, poder-se-ia dizer) trecho do Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a presença de racismo na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. Li o trecho em artigo* – de valiosa leitura – de Alaor Barbosa, que rememora os mandos e desmandos históricos sobre a pessoa e a obra do criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo e da (saudosa) Editora Brasiliense, grande espírito empreendedor que popularizou o livro (passou a vende-lo em bancas de revistas) e encabeçou, nos idos anos 30, a campanha “O petróleo é nosso” (se hoje fosse, o slogan seria “O pré-sal é nosso!”), transformada em matéria literária no famoso livro O poço do Visconde e encampada como bandeira de luta pela UNE.
Outro artigo de indispensável leitura, além do já citado texto de Alaor Barbosa, é Preconceito e intolerância em Caçadas de Pedrinho - a polêmica Lobato/Conselho Nacional de Educação, de Marisa Lajolo.
Também indispensável se faz ouvir a voz de lideranças do movimento negro com respeito à questão, para tanto veja os vídeos disponíveis em Polêmica Lobato/CNE: o ponto de vista dos movimentos de negritude.
Marciano Lopes
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Chico Buarque por Viviane Foss e Marilu Martens na 3a JIOP
Inicialmente pudemos ouvir a belíssima voz de Viviane dando vida às canões de Chico Buarque voltadas ao tema da malandragem - que foi, depois, tratado pela Dra. Marilu Martens de Oliveira - querida amiga que tive a oportunidade de conhecer durante o nosso tempo de estudos do doutorado, época em que fomos colegas na pós-graduação da Unesp/Assis.
Marilu discorreu animadamente sobre a malandragem na obra de Chico Buarque de Holanda assim como sobre a malandragem do próprio polivalente e malandro Chico Buarque. Polivalente porque joga com várias mídias e artes, sendo cantautor (músico, intérprete e compositor), dramaturgo, poeta e romancista. Aliás, o tema da malandragem está em todas as artes pelas quais transita o nosso Midas nacional.
Deu o maior apoio a Dra. Marcele Aires Franceschini, colega de Departamento e de Projeto Outras Palavras, além de coordenadora da 3a JIOP juntamente comigo.
Deu o maior apoio a Dra. Marcele Aires Franceschini, colega de Departamento e de Projeto Outras Palavras, além de coordenadora da 3a JIOP juntamente comigo.
Abaixo, momentos da abertura da 3a JIOP, com o registro de alguns dos presentes, aos quais agradeço muitissimamente (e a Marcele também) a participação.
Marciano Lopes
sábado, 24 de setembro de 2011
Poesia Infantil (2) - Gatinhos
MELÔ DO MIAU
miau miau miau...
adoro fazê miau !
miau miau miau...
adoro fazê miau !
pra papá o meu mingau
com biscoito com sardinha
mais bastante bacalhau
é preciso fazê miau!
miau miau miau!
miau miau miau!
sou um gatinho legal
adoro fazê miau !
miau miau miau...
miau miau miau...
adoro fazê miau !
RON-RON
enrodilhado
ronrona o gatinho
no colchão
de mão em mão
chaleira chiando
chu chu vinha
vinho vinho
chimarrão
de mão em mão
e o novelo da titia
rolando se enrola
todinho de pêlo
pelo chão
_______________________________
poemas de Marciano Lopes - Série: Gatinhos
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Café Cultural de setembro - Quarta, dia 14
Convite do Café Cultural de setembroDia: quarta-feira, 14 de setembro às 20hs
Local: Casa de Bamba, Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, 4449
Tema da Noite: Relacionamento Humano: estudo através da tipologia jungiana
Animador: Dr. Daniel de Freitas Barbosa, Psicoterapeuta de Adolescentes, Adultos e Casais e Professor aposentado da Universidade Estadual de Maringá e Faculdade Maringá.
Brindes: Serão sortiados alguns brindes para os participantes
Entrada: R$5 de couvert; trazer um vinho ou suco de uva é pratica dos amigos e amigas do Café
Confirme presença: cafemga@yahoo.com.br
Saiba mais: www.cafemga.blogspot.com
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.
A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.
Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.
por Amannda Oliveira - Retirirado de seu blog Falando francamente.
domingo, 4 de setembro de 2011
3a JIOP: tema: "Chico Buarque multimídia: literatura - cinema - teatro - música"
ATENÇÃO:
INSCRIÇÕES ABERTAS!!!
prazo para envio de resumos
de comunicação: 19 de setembro
PROGRAMAÇÃO
&
INSCRIÇÕES
na Revista Outras Palavras
Poesia infantil (1) - Lambuzeira Poética
Três poemas infantis de minha lavra:
Postal poético de Edison Mariotti Junior
ANJINHO GULOSO
Olha o anjinho da praça
todo cheinho de sonho
tão guloso é !
Do pipi tira sukita
do nariz tira panqueca
e as asas
quanta peninha
bate cheias de geleia...
Esse anjinho quando menino
devia ter pé-de-moleque
e ser sapinho sapeca:
quando vê princesinha
pula beijinhos nela!
DOCE MANHÃ
:
:
Céu de brigadeiro e flocos
de algodão-doce. O sol
lambendo minha pele.
Como não sorrir
com tão doce manhã?
LAMBUZEIRA POÉTICA
poesia picolé
estrofe sacolé
boa palavra é drops
puta som nhoc!
com tanto doce bom
vou me melecar
só festim e folia
pra ver se esqueço
a chata da titia
_____________________________________________
poemas de Marciano Lopes - Série Lambuzeira
Postal poético de Edison Mariotti Junior
ANJINHO GULOSO
Olha o anjinho da praça
todo cheinho de sonho
tão guloso é !
Do pipi tira sukita
do nariz tira panqueca
e as asas
quanta peninha
bate cheias de geleia...
Esse anjinho quando menino
devia ter pé-de-moleque
e ser sapinho sapeca:
quando vê princesinha
pula beijinhos nela!
DOCE MANHÃ
:
:
Céu de brigadeiro e flocos
de algodão-doce. O sol
lambendo minha pele.
Como não sorrir
com tão doce manhã?
LAMBUZEIRA POÉTICA
poesia picolé
estrofe sacolé
boa palavra é drops
puta som nhoc!
com tanto doce bom
vou me melecar
só festim e folia
pra ver se esqueço
a chata da titia
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poemas de Marciano Lopes - Série Lambuzeira
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Merda na garagem! Jimmy lê poema de Marciano Lopes
Em março de 2007, os cariocas do Matanza estiveram em Maringá, antes do show, Jimmy, o vocalista, recitou um poema piada meu (do livro Torpor) em homenagem ao Programa Garagem da rádio Cesumar FM 94.3!
Pura gozação!!!
Na direção da zorra, Alexandre Gaioto gravado e filmado por Lizandra Gomes.
Mais informações em: http://programagaragem.blogspot.com/
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Aos inventores do nada - poema
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Momentos "No Meio do Caminho": troféu de participação no Femucic 2004

Canção: "No Meio do Caminho"
Letra: Dré Camargo e Marciano Lopes
Letra: Dré Camargo e Marciano Lopes
Música: Dré Camargo
Interpretação: Cíntiah (voz) e Dré Camargo (violão e voz)
Interpretação: Cíntiah (voz) e Dré Camargo (violão e voz)
Veja ainda os meus poemas "O muro " e "Nel mezzo del camin" no artigo "No meio do caminho: o eterno retorno do mito" - ambos sobre a mesma temática.
Ouça a canção "No meio do caminho" no programa de rádio Outras Palavras disponível no artigo "A intertextualidade em questão: No meio do caminho X O muro".
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
"5 X Favela - Agora por nós mesmos"
Sinopse
Em 1961, cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário, realizavam o filme "Cinco Vezes Favela". Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges eram aqueles jovens que tornaram o filme um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do Cinema Novo. Passadas quatro décadas, "Cinco Vezes Favela, Agora por Nós Mesmos" reúne dessa vez jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles, João Moreira Salles e muitos outros. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades. (Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_23524_cinco.vezes.favela.agora.por.nos.mesmos.html)
Links associados:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/788145-5-x-favela---agora-por-nos-mesmos-e-arte-engajada-sem-ser-politica.shtml - Crítica no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo por ocasião da estreia de "5 X Favela, agora por nós mesmos" nos cinemas.
Em 1961, cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário, realizavam o filme "Cinco Vezes Favela". Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges eram aqueles jovens que tornaram o filme um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do Cinema Novo. Passadas quatro décadas, "Cinco Vezes Favela, Agora por Nós Mesmos" reúne dessa vez jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles, João Moreira Salles e muitos outros. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades. (Fonte: http://www.interfilmes.com/filme_23524_cinco.vezes.favela.agora.por.nos.mesmos.html)
Links associados:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/788145-5-x-favela---agora-por-nos-mesmos-e-arte-engajada-sem-ser-politica.shtml - Crítica no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo por ocasião da estreia de "5 X Favela, agora por nós mesmos" nos cinemas.
http://www.paradoxo.jor.br/2010/11/5x-favela-agora-por-nos-mesmos.html - Crítica do jornalisto Rodrigo de Oliveira. Texto em seu blog "Paradoxo".
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/771399-5-x-favela-e-o-grande-vencedor-do-festival-de-paulinia.shtml - Notícia com os resultados do Festival de Cinema de Paulínia. "5 X Favela, agora por nós mesmos" leva 7 prêmios, incluindo o de vencedor do festival.
:
Informações importantes:
http://www.adorocinema.com/filmes/5-x-favela-agora-por-nos-mesmos/noticias-e-curiosidades/
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes
:
:
Caro Igor, faço minhas suas palavras, sem tirar nem por. (Marciano Lopes)
:
:J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
(Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
(Eu acuso !)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
(Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando... E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’, “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente... Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”. Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar. Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado [ou professor]* sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas se gabam de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores. Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.
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* Já tive vários alunos nos meus 15 anos de magistério superior que se formaram professores de português sem saber escrever de uma forma minimamente aceitável para a função, produzindo textos desarticulados, repletos de erros (perdão, "desvios"...) de gramática (pontuação, concordância, sintaxe etc.) e - pior - com pouquíssima coesão e coerência. Encontrar "mais" em vez de "mas", "é" sem acento e outras coisas do gênero é comum... Muitas vezes estes alunos até possuem conteúdo e são críticos, mas será que isto basta, especialmente considerando que sairam habilitados para ensinar língua e literatura? Assumo aqui minha "mea-culpa", mas como reprovar tais alunos que já chegaram ao quarto ou quinto ano do curso (especialmente se forem formandos) devido à redação se eles já passaram por inúmeros professores de língua portuguesa que os aprovaram? E mais: se uma vez reprovados estes alunos terão o direito a cursar novamente a disciplina sem ao menos assistir as aulas? Se já não aprenderam estando em classe, vão aprender fora dela, somente agindo como autodidatas? Para mim, a dependência nada mais é do que o "fluxo", criado no ensino fundamental e médio (não se reprova, empurra-se o aluno e o problema para frente, com a barriga, ao mesmo tempo que se garante belos índices de aprovação escolar...), transferido para o ambiente universitário...
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Marciano Lopes
Apesar dos fogos, ainda atual.

CABEÇA DE PORCO, CABEÇA DINOSSAURO E OUTRAS CABEÇADAS *Aqui não tem terremoto. Aqui não tem revolução. É um país abençoado onde todo mundo mete a mão.
("Bem Brasil", Premeditando o Breque – 1985)
Pois é, passados mais de dez anos, parece que a música do Premê (como é conhecida a banda) continua atual, mas com uma ressalva: já não dá mais pra dar aquela gargalhada de antes. Continuamos sem terremoto (salvo alguns leves tremores) e sem revolução, mas estamos chegando lá, logo seremos primeiro mundo, afinal, pelo menos agora já temos terrorismo. Só não vê quem não quer. A guerra civil, antes mais restrita às favelas de Rio e São Paulo, por um lado, e à luta no campo, por outro, começa a tomar foros nacionais... Os ataques coordenados pelo PCC hoje extrapolam o espaço da grande São Paulo e até mesmo do estado de São Paulo. E a tática é evidentemente terrorista, mas com uma pequena desvantagem com relação a outras ações do mesmo gênero espalhadas pelo nosso azulado planeta: a ação não tem nenhum programa político, nenhuma plataforma ou proposta concreta que aponte para uma possível saída do buraco. É apenas uma truculenta reação à truculência do Estado e aos séculos de opressão, exclusão e miséria. E as cabeças de dinossauro com suas panças de mamute – que mandam, desmandam e sugam este país – parecem não querer ver que o barco tá tá tá descendo a corredeira... Mas por que fazer algo pra mudar a aviltante realidade brasileira se do jeito que tá tá tão bom e tá tá dando tanto lucro... Segundo o ponto de vista – polemicamente cristão – do antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, ex-Subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e ex-Secretario Nacional de Segurança Pública, a violência e a estupidez dos excluídos não é aceitável, mas deve ser perdoada, pois expressa a revolta de quem nunca teve uma chance efetiva de ter sua identidade, cidadania e dignidade respeitadas. Diversamente, a violência das elites – que lucram com a corrupção, a desigualdade e a ignorância – é inaceitável, pois nada a justifica.
Em Araraquara, preso é içado pelo teto, em um pavilhão onde 1.600 homens se aglomeram num espaço para 160. (Pequena nota escondida próxima ao canto da página C7 do jornal Folha de São Paulo, 13 de julho de 2006).
Sem dúvida, não é fácil encontrar caminhos, mas ao menos é necessário ter vontade de mudar. Para isso, o primeiro passo é reconhecer as razões do Outro, a condição indigna em que os marginalizados estão mergulhados, ou, no mínimo, abrir os olhos para a revolta e o ódio que crescem vertiginosamente, se espalhando por todo o país. A cultura da favela e dos morros cariocas hoje é patrimônio nacional – ou ao menos está se encaminhando rapidamente para esta condição. Quem não acredita, que leia os relatos feitos por Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athayde em Cabeça de Porco (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2005), título cuja expressão significa “situação confusa e sem saída” na gíria das favelas cariocas. A seguinte passagem, em que Celso Athayde relata a visita a uma favela de Joinville, em Santa Catarina, é bastante exemplar disso:
Ele usava (referindo-se ao dono do morro) uma espada muito parecida com aquela que a imprensa mostrou, muitas vezes, como sendo a que matou Tim Lopes – se era mesmo, ninguém sabe. No início, achei que fosse coincidência, mas quando começamos a filmar. Percebi que eles usavam as mesmas expressões do Rio de Janeiro. Chamavam os inimigos de “alemão”, diziam-se do “Comando Vermelho”; seus inimigos eram nomeados “Terceiro Comando”, e muitas outras gírias totalmente cariocas eram empregadas. Eles reproduziam com precisão o dialeto das favelas cariocas. Era a primeira vez que tínhamos visto um caso como esse, parecia que os comandos do Rio de Janeiro tinham franchaises espalhadas por lá (Cabeça de Porco, p. 55).
Aliás, não é preciso ler este e outros livros do gênero para tomar consciência desta realidade, basta ler criticamente os jornais. Entretanto, é inegável que livros e documentários como Cabeça de Porco, O abusado, Falcão - meninos do tráfico, Cidade de Deus e Carandiru (os dois últimos levados ao cinema) podem contribuir em muito para que a classe média e as elites possam ver a cara deste Outro Brasil sem os estereótipos da imprensa e do poder estatal. Estereótipos que reduzem os excluídos à condição de bandidos e monstros (engraçado, quando se trata de criminosos do colarinho branco, que roubam milhões e também matam, digo, mandam matar, tais palavras não são usadas...) e assim promovem a elevação do muro que separa estes brasis e garante a ilusória tranqüilidade do cidadão, conforme argumenta Luiz Eduardo Soares. Em sua opinião, aquele, juntamente com o Estado, fica desresponsabilizado pelo agravamento da barbárie. Afinal, malandro sem-vergonha, ladrão, viciado e assassino são apenas os outros... Quando algum fato similar ocorre em nosso meio, trata-se de uma aberração, algo inexplicável, algum desvio genético ou trauma de infância... O MAL se encontra apenas no Outro... A apologia – feita via mídia – do poder, do sexo, do luxo, do jeitinho brasileiro, do consumo desenfreado como fórmula de felicidade estranhamente não diz respeito ao cidadão, mas somente ao Outro... Não queremos olhar a nossa face obscura, e assim muitos de nós arrancamos nossos olhos como se fôssemos um Édipo às avessas. Como esperar que as pessoas que não têm nada a perder, que não participam nem nunca foram convidadas a participar do pacto social compartilhem do mesmo?! Como esperar que estas pessoas respeitem as leis e a alteridade se nunca tiveram a chance de saber o que é isso e, pior, se vêem todos os dias aqueles que não precisariam agir desta forma fazerem tais barbaridades? Quando muitos “bandidos” vão incendiar um ônibus, mandam que seus passageiros saiam, pois o alvo não são eles. Mas quando a polícia entra na favela, muitas vezes entra atirando para perguntar depois.
("Bem Brasil", Premeditando o Breque – 1985)
Pois é, passados mais de dez anos, parece que a música do Premê (como é conhecida a banda) continua atual, mas com uma ressalva: já não dá mais pra dar aquela gargalhada de antes. Continuamos sem terremoto (salvo alguns leves tremores) e sem revolução, mas estamos chegando lá, logo seremos primeiro mundo, afinal, pelo menos agora já temos terrorismo. Só não vê quem não quer. A guerra civil, antes mais restrita às favelas de Rio e São Paulo, por um lado, e à luta no campo, por outro, começa a tomar foros nacionais... Os ataques coordenados pelo PCC hoje extrapolam o espaço da grande São Paulo e até mesmo do estado de São Paulo. E a tática é evidentemente terrorista, mas com uma pequena desvantagem com relação a outras ações do mesmo gênero espalhadas pelo nosso azulado planeta: a ação não tem nenhum programa político, nenhuma plataforma ou proposta concreta que aponte para uma possível saída do buraco. É apenas uma truculenta reação à truculência do Estado e aos séculos de opressão, exclusão e miséria. E as cabeças de dinossauro com suas panças de mamute – que mandam, desmandam e sugam este país – parecem não querer ver que o barco tá tá tá descendo a corredeira... Mas por que fazer algo pra mudar a aviltante realidade brasileira se do jeito que tá tá tão bom e tá tá dando tanto lucro... Segundo o ponto de vista – polemicamente cristão – do antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, ex-Subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e ex-Secretario Nacional de Segurança Pública, a violência e a estupidez dos excluídos não é aceitável, mas deve ser perdoada, pois expressa a revolta de quem nunca teve uma chance efetiva de ter sua identidade, cidadania e dignidade respeitadas. Diversamente, a violência das elites – que lucram com a corrupção, a desigualdade e a ignorância – é inaceitável, pois nada a justifica.
Em Araraquara, preso é içado pelo teto, em um pavilhão onde 1.600 homens se aglomeram num espaço para 160. (Pequena nota escondida próxima ao canto da página C7 do jornal Folha de São Paulo, 13 de julho de 2006).
Sem dúvida, não é fácil encontrar caminhos, mas ao menos é necessário ter vontade de mudar. Para isso, o primeiro passo é reconhecer as razões do Outro, a condição indigna em que os marginalizados estão mergulhados, ou, no mínimo, abrir os olhos para a revolta e o ódio que crescem vertiginosamente, se espalhando por todo o país. A cultura da favela e dos morros cariocas hoje é patrimônio nacional – ou ao menos está se encaminhando rapidamente para esta condição. Quem não acredita, que leia os relatos feitos por Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athayde em Cabeça de Porco (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2005), título cuja expressão significa “situação confusa e sem saída” na gíria das favelas cariocas. A seguinte passagem, em que Celso Athayde relata a visita a uma favela de Joinville, em Santa Catarina, é bastante exemplar disso:
Ele usava (referindo-se ao dono do morro) uma espada muito parecida com aquela que a imprensa mostrou, muitas vezes, como sendo a que matou Tim Lopes – se era mesmo, ninguém sabe. No início, achei que fosse coincidência, mas quando começamos a filmar. Percebi que eles usavam as mesmas expressões do Rio de Janeiro. Chamavam os inimigos de “alemão”, diziam-se do “Comando Vermelho”; seus inimigos eram nomeados “Terceiro Comando”, e muitas outras gírias totalmente cariocas eram empregadas. Eles reproduziam com precisão o dialeto das favelas cariocas. Era a primeira vez que tínhamos visto um caso como esse, parecia que os comandos do Rio de Janeiro tinham franchaises espalhadas por lá (Cabeça de Porco, p. 55).
Aliás, não é preciso ler este e outros livros do gênero para tomar consciência desta realidade, basta ler criticamente os jornais. Entretanto, é inegável que livros e documentários como Cabeça de Porco, O abusado, Falcão - meninos do tráfico, Cidade de Deus e Carandiru (os dois últimos levados ao cinema) podem contribuir em muito para que a classe média e as elites possam ver a cara deste Outro Brasil sem os estereótipos da imprensa e do poder estatal. Estereótipos que reduzem os excluídos à condição de bandidos e monstros (engraçado, quando se trata de criminosos do colarinho branco, que roubam milhões e também matam, digo, mandam matar, tais palavras não são usadas...) e assim promovem a elevação do muro que separa estes brasis e garante a ilusória tranqüilidade do cidadão, conforme argumenta Luiz Eduardo Soares. Em sua opinião, aquele, juntamente com o Estado, fica desresponsabilizado pelo agravamento da barbárie. Afinal, malandro sem-vergonha, ladrão, viciado e assassino são apenas os outros... Quando algum fato similar ocorre em nosso meio, trata-se de uma aberração, algo inexplicável, algum desvio genético ou trauma de infância... O MAL se encontra apenas no Outro... A apologia – feita via mídia – do poder, do sexo, do luxo, do jeitinho brasileiro, do consumo desenfreado como fórmula de felicidade estranhamente não diz respeito ao cidadão, mas somente ao Outro... Não queremos olhar a nossa face obscura, e assim muitos de nós arrancamos nossos olhos como se fôssemos um Édipo às avessas. Como esperar que as pessoas que não têm nada a perder, que não participam nem nunca foram convidadas a participar do pacto social compartilhem do mesmo?! Como esperar que estas pessoas respeitem as leis e a alteridade se nunca tiveram a chance de saber o que é isso e, pior, se vêem todos os dias aqueles que não precisariam agir desta forma fazerem tais barbaridades? Quando muitos “bandidos” vão incendiar um ônibus, mandam que seus passageiros saiam, pois o alvo não são eles. Mas quando a polícia entra na favela, muitas vezes entra atirando para perguntar depois.
(...) em São Paulo, em 2003, houve 1.191 mortes provocadas por ações policiais, mais de 65% delas com características de execução. Em 2004, houve 984; em 2005, foram 807 mortes (“Estes criminosos não têm ideologia” – entrevista de Luiz Eduardo Soares concedida a Pedro Souza Tavares, Diário de Notícias, 21/6/2006, p. 18).
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:A manchete da Folha de São Paulo do dia 13 de julho estampava em letras garrafais: “NOVOS ATAQUES DO PCC MATAM 7”. Número desprezível quando pensamos no número de favelados – muitos dos quais não são soldados do tráfico – que foram mortos sumariamente pela resposta das polícias aos ataques feitos há dois meses atrás. Faz lembrar o discurso dos governos norte-americano e de Israel. O primeiro, em poucos anos de ocupação do Iraque, não perdeu muito mais que umas centenas de soldados – fato que é alardeado como um horror que justifica o assassinato de milhares de civis do país que tem a sua autonomia e dignidade diariamente ofendidas pelo mesmo. Com respeito a Israel não é diferente. Porque dois soldados foram seqüestrados por terroristas do Hizbollah, o governo israelense julga-se no direito de bombardear alvos civis matando inúmeros pessoas no Líbano... – e isto não é barbárie?! Muito estranha esta lógica. Talvez sejamos muito burros e cabeçudos, mas também gentis homens como Zinedini Zidane dão as suas cabeçadas – e, no caso dele, com razão, provavelmente. Afinal de contas, ele não tem sangue de “cucaracha”, né? Enquanto isso, o governador Cláudio Lembo insiste em dizer que tá “tudo dominado” (opa, foi mal!), quero dizer: “tudo sob controle”... He he he, como diz o Macaco Simão, “a genti sofri mais goza”!
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:A manchete da Folha de São Paulo do dia 13 de julho estampava em letras garrafais: “NOVOS ATAQUES DO PCC MATAM 7”. Número desprezível quando pensamos no número de favelados – muitos dos quais não são soldados do tráfico – que foram mortos sumariamente pela resposta das polícias aos ataques feitos há dois meses atrás. Faz lembrar o discurso dos governos norte-americano e de Israel. O primeiro, em poucos anos de ocupação do Iraque, não perdeu muito mais que umas centenas de soldados – fato que é alardeado como um horror que justifica o assassinato de milhares de civis do país que tem a sua autonomia e dignidade diariamente ofendidas pelo mesmo. Com respeito a Israel não é diferente. Porque dois soldados foram seqüestrados por terroristas do Hizbollah, o governo israelense julga-se no direito de bombardear alvos civis matando inúmeros pessoas no Líbano... – e isto não é barbárie?! Muito estranha esta lógica. Talvez sejamos muito burros e cabeçudos, mas também gentis homens como Zinedini Zidane dão as suas cabeçadas – e, no caso dele, com razão, provavelmente. Afinal de contas, ele não tem sangue de “cucaracha”, né? Enquanto isso, o governador Cláudio Lembo insiste em dizer que tá “tudo dominado” (opa, foi mal!), quero dizer: “tudo sob controle”... He he he, como diz o Macaco Simão, “a genti sofri mais goza”!
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* O texto acima foi publicado em minha extinta coluna Literatura e Sociedade (do antigo site da Teracom) no dia 23 de julho de 2006. Resolvi resgatá-lo de meu baú de escritos, pois permanece atual. Aliás, há até uma coincidência de contexto: o artigo foi feito logo após a copa de 2006, última antes desta recente copa de 2010. Daí a referência à cabeçada de Zidane. Se o texto fosse escrito hoje, talvez construísse o humor referindo-me ao descontrole emocional de Dunga, dando socos e tapas no que tivesse pela frente, mas a imagem não teria o mesmo efeito e elegância...
Marciano Lopes
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