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sábado, 24 de março de 2012

No Meio do Caminho HOJE na livraria do Shopping Maringá Park

Momentos "No Meio do Caminho": Galeria No Meio do Caminho, CONALI - 2007


Galeria No Meio do Caminho

Exposição realizada no saguão de entrada da Biblioteca Central da UEM, em outubro de 2007, durante o II CONALI (II Congresso Nacional de Linguagens em Interação, evento do Departamento de Letras da UEM) e organizada por Marciano Lopes e Sansão. Foram inúmeras as participaçóes de poetas, fotógrafos e artistas plásticos. Com o risco de deixar alguns de fora, lembro que participaram com:

a) poemas: Abraan Burlamarqui, Alex Sandro de Medeiros, Gabriel da Cruz, Julia Toledo, Juliana Menezes, Marciano Lopes, Marcos Silva, Nívia Martins, Sansão, Simone Tom, Valéria Eik e Xavier;

b) fotos: Locatelli, Marcos Silva, Valéria Eik e Xavier;

c) esculturas: Gisele Cerqueira Cézar, Mário don Leal e participantes do atelier de esculturas em argila de Valmir Batista da Silva (Brother).


 Marciano Lopes, Brother e Sansão


Visão parcial da exposição Galeria NMC



Momentos "No Meio do Caminho": Publicação da "Agenda Poética Escolar Permanente NMC" organizada por Sansão

A "Agenda Poética Escolar Permanente NMC", organizada por Sansão, foi publicada com o auxílio da Lei de Incentivo à Cultura do Município de Maringá em 2005 e lançada durante o I Sarau Outras Palavras, evento da programação comemorativa dos 40 anos do Departamento de Letras da UEM. Para saber mais sobre ela leia a matéria Rede pública de ensino recebe agendas poéticas, publicado na Revista Conexão Maringá.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Momentos "No Meio do Caminho": troféu de participação no Femucic 2004



Dré Camargo e Marciano Lopes
Troféu de participação no Femucic 2004

Canção: "No Meio do Caminho"
Letra: Dré Camargo e Marciano Lopes


Música: Dré Camargo
Interpretação: Cíntiah (voz) e Dré Camargo (violão e voz)

Veja ainda os meus poemas "O muro " e "Nel mezzo del camin" no artigo "No meio do caminho: o eterno retorno do mito" - ambos sobre a mesma temática.


Ouça a canção "No meio do caminho" no programa de rádio Outras Palavras disponível no artigo "A intertextualidade em questão: No meio do caminho X O muro".

sábado, 23 de outubro de 2010

Momentos "No Meio do Caminho": Happy Hour 2003


Da esquerda para a direita: Ivan Téo, Sansão,
Giu Maranho e donLeal.

Nívea Martins e Simone Tom

donLeal e Ivan Téo (no violão)

Da esquerda para a direita: Ivan Téo, Sansão,
Giu Maranho e donLeal.

Cartaz do Happy Hour


Nas fotos acima, Sílvia Sato e Oberdan Leonel sendo premiados com livros sorteados no I Happy Hour No Meio do Caminho - realizado na Aduem (Associação dos Docentes da Universidadade Estadual de Maringá) em 8 de novembro de 2003.
Ao meu lado, Caetano Medeiros, idealizador e webdesigner do nosso desativado site Revista No Meio do Caminho.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dia 16: Grupo Abaecatu no 3o encontro do Café Cultural Maringá

Na próxima 4a. feira, 16 de dezembro, faremos nosso terceiro encontro com a presença do Grupo Abaecatu (foto). Confirme sua presença já pelo e-mail cafemga@yahoo.com.br
Início: 20h
Local: Confraria 1516
(Av. Curitiba, esq. c/ R. Princ. Isabel - Maringá)


RELEASE
:


O Grupo Abaecatu originou-se do Projeto de Extensão "Música, Poesia e Cidadania" da UEM, proposto pelo Museu Dinâmico Interdisciplinar e formatado na Diretoria de Cultura no ano de 2005.
O Projeto está vinculado aos Programas Nacional e Estadual de Educação Fiscal, e conta com o apoio da Associação SER - Sociedade Eticamente Responsável de Maringá e da Receita Federal. Não tem fins lucrativos. O auxílio financeiro obtido das instituições apoiadoras restringe-se à aquisição dos equipamentos e figurinos quando da criação do grupo, pela SER.; a partir daí a manutenção é feita através da ajuda de custo concedida por algumas instituições que recebem o grupo.
O grupo hoje conta com dois espetáculos, Cidadania e Meio-Ambiente, cada qual com duração de cerca de 40 minutos. A formatação de cada espetáculo é antecedida de pesquisa sobre músicas, poesias, autores, épocas de criação e histórico de cada composição, trabalho este feito pelos próprios componentes do grupo.
Atualmente compõem o Grupo José Ribeiro da Costa (Tijolo) (voz e violão), Enéias Ramos de Oliveira (voz, flauta transversal e percussão) e Marcia Clotilde Facci Capelette (poetisa e declamadora).
O nome ABAECATU é resultado de uma pesquisa na qual se buscou resumir o objetivo do grupo e do projeto, que é a conscientização sobre o pleno exercício dos direitos e deveres do cidadão visando à construção de um país mais justo, ético e solidário. É proveniente da língua Tupi-Guarani e significa "Homem de Bem", que é o que pretendemos que todo homem seja, no seu sentido mais amplo.


VAMOS ENCERRAR O ANO COM MUITA MÚSICA, POESIA E BOA COMPANHIA.
E NÃO SE ESQUEÇA: TRAGA VINHO PARA O BRINDE INICIAL.



Contatos e informações com Sansão - Cel.: (44) 9961-5688



NO MEIO DOCAMINHO

DIVULGAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Poetas maringaenses no I Sarau Outras Palavras


Cartaz do I Sarau Outras Palavras


Capa do livro A Contrapelo, de Marciano Lopes.
 Obra publicada com o auxílio da lei de Incentivo à Cultura do Município de Maringá



Sessão de autógrafos de A Contrapelo, durante seu lançamento no I Sarau Outras Palavras.


Ao meu lado, Ana Sabino, meu "braço direito" na organização do evento!


 Nelson Alexandre Viana

Sansão (Fábio Freitas)


Agenda Poética Escolar Pernamente No Meio do Caminho
Organizador: Sansão
Obra publicada com o auxílio da lei de Incentivo à Cultura do Município de Maringá

Michel Navarro
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Ivan Téo (Ivan Luiz de Oliveira)
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Ana Guadalupe
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donLeal
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Nívea Martins
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Ana Guadalupe e Rodrigo Carrera
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Michel Navarro
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Nívea Martins
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Nelson Alexandre Viana
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Ivan Téo (Ivan Luiz de Oliveira)

Poetas maringaenses que participaram do I Sarau Outras Palavras, ocorrido no MPB Bar em 3 de outubro de 2007 por ocasião das comemorações dos 40 anos do Departamento de Letras da UEM mais lançamento do meu livro e CD A contrapelo e da Agenda Poética no Meio do Caminho, organizada pelo amigo Sansão. A todos os meus sinceros agradecimentos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Exílio e linguagem na Budapeste de Chico Buarque






Não há amor de viver sem desespero de viver. (Albert Camus)






De todos os romances – ou novelas – de Chico Buarque, Budapeste (São Paulo: Companhia das Letras, 2004, 174 p.) é, sem dúvida, o melhor. Seu estilo não mudou muito com relação aos dois anteriores (Estorvo, 1991, e Benjamin, 1995), demonstrando uma constante busca de aperfeiçoamento do modelo de composição utilizado em ambos, que é o de uma narrativa de efeito final centrada na consciência de um protagonista de meia idade, que vive uma situação limite – e algo kafkiana – em sua vida.


Em "Budapeste", o protagonista que vive a situação limite é José Costa, um ghost-writer (escritor fantasma), ou seja, um escritor que vive de escrever para terceiros. Um homem homem que abdica da autoria, da satisfação do amor próprio de artista, que abdica da fama - e da exposição na mídia - para permanecer no confortável anonimato burguês que os rendimentos do seu trabalho lhe permitem. Isto até que dois fatos venham a destruir a aparente felicidade em que vive: a necessidade de escrever a biografia de um alemão que fez fortuna no Brasil e uma passagem acidental por Budapeste, devido ao desvio de curso do avião em que viajava para Frankfurt.


Para escrever a "auto"biofrafia de Kaspar Krabbe, José Costa vê-se na situação de colocar-se imaginariamente na "sua pele" e romancear a sua experiência da descoberta de uma nova língua em um país totalmente estranho. Experiência que não possuía até que o desvio da rota do avião o levou para uma cidade em que a cultura e a língua também lhe eram totalmente estranhas. E é este estranhamento vivido no curto período de um dia que lhe desperta a angústia necessária à escritura da biografia. Entretanto, esta mesma experiência desestabilizará sua vida e seus valores. Ele, que vivia da palavra, descobre-se na condição de nada saber pronunciar ou entender, num estado de afasia semelhante ao do seu filho, que, por tal motivo, era incapaz de amar. E desta experiência surge a obsessão que moverá o protagonista e sua narrativa, de tal forma que abandona sua família e seu trabalho para retornar a Budapeste, lá encontrando Kriska, que lhe ensinará a língua e o acolherá em sua casa e na sua vida – dando-lhe condições de acabar a biografia encomendada e de compreender os motivos da paixão e do sucesso.

Pensando qual seria o principal tema do romance, parece-me ser o mergulho no abismo da linguagem. A favor de tal hipótese concorrem vários motivos recorrentes na obra, tais como o da criação literária, o da autoria e o da originalidade, o do aprendizado da língua, o da sua arbitrariedade e o da relação entre identidade, mercado e linguagem. Além deles, é ainda extremamente significativa a estrutura da obra, que, não por acaso, se apresenta como uma narrativa em abismo. De modo similar à maneira como as imagens se reproduzem infinitamente quando colocamos um espelho frente a outro, uma narrativa é o espelho da outra, assim se reproduzindo infinitamente a mesma história (daí a razão para o jogo de espelhos entre a capa e contracapa do livro). Budapeste, de Chico Buarque, é a imagem refletida de O ginógrafo, de Kaspar Krabbe, que é a imagem refletida de Budapest, de Zsoze Kósta. E ao mergulharmos neste abismo, somos levados a encarar questões que envolvem não somente a filosofia da linguagem e da criação artística, como também a reflexão sobre o nosso mundo contemporâneo regido pela deusa Imagem, mundo de simulacros e realidades virtuais em que nos afogamos, arrastados pelas infernais correntes da indústria cultural.

Mas como nenhuma grande obra pode ser reduzida a um único tema, podemos ainda pensar em outros. E quando considero o diálogo existente entre Budapeste e a obra de Albert Camus, passo a considerar como igualmente importantes os temas do exílio e do absurdo – que, aliás, comentei en passant ao me referir à atmosfera kafkiana existente neste romance e nos dois anteriores (Benjamin e Estorvo). Tal associação não é gratuita. Em Budapeste, o tema do exílio e a figura do estrangeiro lá se encontram – assim como se encontram em L'etrangé (que tanto pode ser traduzido por "estrangeiro" quanto por "estranho") e em diversos contos de sua obra. Aliás, este tema é tão importante na obra de Camus que já se encontra em O avesso e o direito (2 ed., Rio de Janeiro: Record, 1995, 109 p.) – profundo livro de estreia de Albert Camus (escrito quando tinha apenas 22 anos!). Veja-se o exemplar trecho do conto "Com amorte na alma":


Cheguei a Praga às seis horas da tarde. Deixei logo a bagagem no guarda-volumes. Tinha, ainda, duas horas para procurar um hotel. E sentia-me inflado por um estranho sentimento de liberdade, porque minhas duas malas não me pesavam mais nos braços. Saí da estação, caminhei pelos jardins e, de repente, me vi lançado em plena Avenida Wenceslas, fervilhante de gente àquela hora. À minha volta, um milhão de seres que tinham vivido até então, e nada transpirara para mim de sua existência. Eles viviam. Eu estava a milhares de quilômetros do país familiar. Não compreendia a língua. Todos andavam depressa. E, ao me ultrapassarem, todos se desligavam de mim. Perdi o passo. [i]

Troque-se a referência à cidade de Praga do conto de Albert Camus pela Budapeste de Chico Buarque e a situação é a mesma: a condição existencial do homem que se descobre estrangeiro em um país de cultura e língua desconhecidas, obrigado a ver-se frente a frente consigo mesmo, com seus medos e com seu “desespero de viver" [ii]. Conforme se lê no conto-ensaio “Entre o sim e o não”, também de Camus, “é a solidão que dá o devido valor a cada coisa", [iii] é ela que, devido à incomunicabilidade e ao estranhamento, leva o homem a ver as coisas em si, sem as máscaras e/ou a fantasia com que as revestimos em nosso cotidiano de falsas e confortáveis certezas.


(...) E a voltar para o hotel à noite, escrevi, de uma só vez, o que se segue (...). Eis-me sem enfeites. Cidade cujos cartazes não sei ler, caracteres estranhos, em que nada de familiar se fixa, sem amigos com quem falar, enfim, sem divertimento. Deste quarto, até onde chegam os ruídos de uma cidade estrangeira, bem sei que nada pode me tirar para levar-me em direção à luz mais delicada de um lar ou de um lugar amado. Vou chamar, gritar? São rostos estrangeiros que surgirão. Igrejas, ouro e incenso, tudo torna a lançar-me numa vida cotidiana na qual minha angústia dá a cada coisa o seu devido valor. E eis que a cortina dos hábitos, o tecido confortável dos gestos e das palavras, em que o coração se acalma, soergue-se lentamente para, enfim, tirar o véu que revela a face macilenta da inquietação. O homem está cara a cara consigo mesmo, desafia-o a ser feliz... [iv]



É inegável que, em Budapeste, as peripécias folhetinescas e o ritmo intenso da narrativa atenuam a carga pesada da dimensão filosófica do texto, tornando-o mais saboroso e digerível. Preço que o artista paga ao mercado – e ao sucesso, diriam José e Zsoze Kósta. Mas não considero que esse hibridismo (ou falta de distinção) entre "alta cultura" e cultura de massa - tão característico da arte e do mundo pós-modernos - desqualifique a obra. Se as peripécias desviam o olhar do leitor mediano (ou medíocre, que não é bem a mesma coisa), sempre mais interessado na intriga do que em questões existenciais ou estéticas, não fazem o mesmo com um leitor experimentado, que poderá saboreá-la aproveitando ambas as dimensões, aparentemente contraditórias: a popular e a erudita. Além disso, tais peripécias – incluindo a surpresa final – têm o mérito de criarem situações profundamente irônicas e capazes de colocar em xeque o dito mercado e a dita sociedade pós-moderna. Sociedade fundada sobre o fetiche da mercadoria e da imagem, mais especialmente sobre o simulacro de brilhantes "realidades virtuais" (e aqui o aparente paradoxo é muito revelador) que se partem e se revelam tolas e enganosas. Enganosas como a “mosca azul” do famoso poema homônimo de Machado de Assis. Exótica mosca cuja máscara de beleza se desfaz quando submetida à dissecação e à análise reveladoras do seu ser interior.


marciano lopes
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Notas:

[i] CAMUS, A. Com a morte na alma. In: O avesso e o direito. 2 ed., Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 73-74.
[ii] _______. Amor pela vida. In: O avesso e o direito. 2 ed., Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 100.
[iii] _______. Entre o sim e o não. In: O avesso e o direito. 2 ed., Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 60-61.
[iv] CAMUS, A. Com a morte na alma. In: O avesso e o direito. 2 ed., Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 79-80.



OBS: O presente texto reúne dois artigos: "No abismo da linguagem" (Novembro, 2004) e "Com a morte na alma: Chico Buarque e a Praga de Alberto Camus" (Dezembro, 2004), ambos publicados na seção Balaio de Letras do extinto site No Meio do Caminho.