terça-feira, 29 de junho de 2010

No ritmo da Copa: poesia de pé em pé!

VELEIDADES DA VIDA
(ou a vida como ela é)

em memória de Nelson Rodrigues


Tá tá tá tá chegando a hora!!!!!
O peito bate que bate
no tique-taque do relógio
e faz das tripas coração!
Vibra a galera grita a galera
pede o fim da partida
mas a bola ainda rola
rebola remexe rebola
remexe rebola remexe
bate pinga e rebate
mexe bate e remexe
de pé em pé em pé
pica passa e repassa
peito bola perna
tronco tapa coxa
rebola esfola e bate
com fúria força e garra
arranca a tinta o flash a TRAVE !
o berro da galera o cravo a canela
dá-lhe samba suor e cachaça
de graça arregaça a raça
o bagaço a bunda a banda
balança rebola remexe
o peito o rádio a corneta
o apito a dor a mutreta
a pilha a pedra a retreta
no campo no pé na cabeça
pula
pica
rola
toca
dribla
passa
e lança
fundo
pra entrada do ponta que cruza livre pro craque na boca da área que chapéu! ginga vira e
olha o b(r)eque!
FILHA DA PUTA FILHA DA PUTA FILHA DA PUTA
bolina bolina bolina
bolina beija batuca e balança
depois reza pra Jesus Cristo Nosso Senhor
e bate
G
OOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOO
OOOOO
OOO
OO
O
L
A
Ç
O
A REDE O PAU A PEDRA
BALANÇA DANÇA QUEBRA
Ah! que espetáculo
a manada brotando nas galeras
escorrendo pelas ruas
macunaimando
arrastando pelas praças
bandas bolsas bundas
berrantes bois botecos
tapas tripas tropas
tecos trecos telecotecos
truques trocos trucos
latas cacos trapos
cracas cacas cocas
pernas copos bocas
coxas colchas trouxas
bocas braços pernas
braços abraços amassos
crassos de bruços devassos
mais mais mais e mais
de cabeça à beça
nas veleidades da vida!
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marciano lopes

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Novidades no blog e da amiga e poeta Luciana Brites

Caros leitores,

O blog está de cara nova. Acredito que cheguei a um design que permanecerá por muito tempo, espero que gostem (podem dizer se sim ou não nos comentários deste post, não descobri como montar um gadegt de enquete).
Hoje meu amigo Anjo Polenta me mostrou como adicionar contador de visitas e de leitores online. Começo a contagem com um ano e dois meses de atraso - quantos terão por aqui passado neste tempo? mistérios...
Aproveitando o momento de informes, divulgo que a amiga e poeta Luciana Brites estará em Paranavaí dias 15 e 16 & 22 a 23 de julho realizando uma série de atividades conforme segue:

a) meditação e mantras pela manha na praça do teatro ou outra praça.
b) oficina de prática de stencil e técnicas de reciclagem.
c) bate papo sobre alimentação vegetariana, vegana e viva
d) oficinas de cozinha e CRUzinha (alimentos crus, com ideias para germinar, preparar e aproveitar melhor tudo que o alimento pode nos oferecer).

Interessados escrevam para seu e-mail: freitasbrites@hotmail.com

marciano lopes

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vídeo: "Dom Quixote Dali" - Poema: Marciano Lopes - Música: Ivan Téo



A canção acima - interpretada por Ivan Téo - foi feita para o poema "Dom Quixote Dali" (com algumas modificações do amigo). A gravação está no CD que acompanha o livro A contrapelo, lançado em 2007 com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

DOM QUIXOTE DALI

Dom Quixote manchado,
cavaleiro das taças quebradas,
envolto em moinhos
de sonhos e mágoas,
avante!.. avante!...
Impávido
pelos trilhos utópicos
alucinado a rodar e a rodar e a rodar
em sonhos...
carrossel...
Atravessa os túneis,
penetra a terra,
move os céus e as montanhas,
estrela a brilhar em consternação...
Constrói o futuro
e cola os cacos da história!
Tu que és trapeiro doido da lua,
eternamente um louco salvador...
Tu que és trapeiro doido da lua,
eternamente salvador dali...
Dali, daqui, de lá, acolá...
Evoé!
Avante Quixote!
Ole!... Ole!... Ole!...


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FICHA TÉCNICA:
D. Quixote Dali: poema de Marciano Lopes (adaptado por Ivan Téo)
Música e voz: Ivan Téo
Violões: Ivan Téo (de 12) e Paulinho Borges (nylon)
Violoncelo: Clodoaldo Nunes
Vozes no “ole!”: Marciano, Miguel, Carmen, Mateus e Manoela.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Novos "epigramas lights"


O naufrágio de Victor Meirelles

Batalha Naval do Riachuelo.
Triste tela apodrecida,
náufraga na memória.
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Santíssima Trindade


Big Mac
Big Brother
Big Bush


Restaurante Congresso

Especializado em pizzas,
pastelões e marmeladas.
Aceita-se mensalistas.
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marciano lopes

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Enivrez-vous!


O poema é fruto das reflexões feitas durante a disciplina de Literatura Comparada - Interartes, ministrada pela Dra. Maria Adélia Menegazzo, autora de Alquimia do verbo e das tintas nas poéticas de vanguarda (1991). Cursei a disciplina durante o doutorado em Letras, na Unesp, e o poema foi apresentado em seminário sobre as relações entre poesia e pintura na arte das vanguardas estéticas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Memórias de um São Leitor

O texto que segue foi escrito para a disciplina de "Ensino de Literatura", ministrada pelo prof. Dr. Benedito Antunes, da pós-graduação em Letras da Unesp (campus de Assis) em 2002. Foi-nos solicitado que escrevêssemos uma crônica discorrendo sobre nossos pimeiros passos no mundo da leitura, recuperando, na memória, as leituras significativas e a nossa trajetória inicial como leitores. Feito isso, os textos foram recolhidos pelo professor que os organizou em forma de livro, o qual foi disponibilizado para que nós fizéssemos a cópia e a leitura dos textos de todos os colegas. Com base nessas experiências, posteriormente discutimos o processo de formação de leitores, considerando os vários aspectos envolvidos, tais como as motivações para o desenvolvimento do gosto pela leitura, a seleção e a qualidade das obras em conformidade com a faixa etária, a importância da leitura na formação do caráter e da cidadania, entre outras questões. Foi uma experiência enriquecedora, especialmente por recuperar e compartilhar a memória de estórias individuais, possibilitando-nos uma reflexão crítica e humana sobre nossas formações como leitores profissionais.
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MEMÓRIAS DE UM SÃO LEITOR
(ou “Uma tentativa de recompor velhas teias espanadas.”)

Penso, às vezes, na minha querida D. Camila quando lembro da sua beleza e das patuscadas que os seus amigos lhe faziam. Nesses momentos, reflito que há muitas coisas desagradáveis na vida, entre as quais estão aquelas que nos despertam para os anos vividos e para velhice que se aproxima inexorável.
Talvez ela tenha razão e se eu lhe retrucasse que os anos vividos trazem experiência, sabedoria e maturidade, provavelmente me devolveria um olhar entre irônico e zombeteiro e me diria que nada substitui a vitalidade da juventude e o tempo que nunca se fez verbo. Pois é, D. Camila, rugas, netos e cabelos brancos são terríveis inimigos da mulher, embora para nós, seres masculinos, isso seja de menos. Afinal, sempre há moças e senhoras que muito apreciam o charme de um cabelo grisalho e a confortante dureza de um olhar calejado. Mas há outros incidentes que abalam a serenidade, seja de um homem ou de uma mulher, pelo que tem de imprevisto ou de freqüente.
Há tempos atrás, olhava com interesse e admiração uma moça sentada a minha frente num ônibus. Era loura, magra e alta – tipo Top Model. Quando fui descer, não me furtei à curiosidade de lhe ver o rosto e lancei um olhar 43. Que baque! Não sabia onde enfiá-la! (a minha cara! maliciosa leitora...). Não que meu olhar estivesse por demais ultrapassado, mas a bela moça ninguém mais era do que a prima de um amigo, linda menina que tantas vezes segurei em meus braços e sentei sobre as minhas pernas quando criança... Noutro dia, para meu desgosto, me chamaram de tio três vezes! Num dia só é demais, no final das contas eu não sou professor de primeiro grau – ôpa! ensino fundamental...
Outro indício dos tempos acontece quando certas discussões, que aos jovens e utopistas empolgam, nos enfadam e nos atormentam com seu cheiro de bolor (e se você o sente, então o caso é sério!). “É a arte revolucionária?” “A cultura de massa vai acabar com ela e com todos nós?” “E a televisão e o vídeo? Vão acabar com o cinema e a literatura?” ”Adultos devem ler best-sellers e histórias em quadrinhos?” “Deve-se tolerar a degeneração de uma obra-prima, transformada em linguagem de HQ?” Pra piorar, não fiz promessa pra São Luiz Durão, mas me encomendaram um memorial da minha vida de leitor. Eu e a Literatura. A Literatura e Eu. ?????????????? Memórias... memórias... além da minha ser fraca, me faz pensar em velhice, fim da vida, fechado pra balanço, livro póstumo... Ai!...
Pus-me a pensar, mas como sou alérgico à poeira não foi fácil espanejar o pó e o mofo do meu sótão. Muito menos ligar as pontas dos fios de velhas teias literárias... Só depois de muitos espirros e lágrimas pude sentar-me perante o espelho e concluir, com segurança e imparcialidade, que sempre fui um leitor sadio e normal.
Quando bem criança, lembro, ainda que parcamente, eu lia as histórias de contos de fadas, de valentes cavaleiros muito cavalheiros e de seres maravilhosos em edições fantásticas, de capas duras e ricamente ilustradas e coloridas! O Gato de Botas, Cinderela, Branca de Neve, O Pequeno Polegar, O Soldadinho de Chumbo, Ivanhoé, Ali Babá e os 40 ladrões etc... Lia também as histórias de Walt Disney e da Turma da Mônica, que era a minha favorita (a primeira coelhinha sem pensar em sexo!). Depois vieram os heróis do mundo moderno: o Fantasma e o Homem-Aranha eram os meus preferidos, mas não posso lembrar, sem saudade, do seriado Batman e Robin que passava à tarde na TV, pois misturava com humor as linguagens do cinema e das histórias em quadrinhos. Lembro principalmente quando os dois escalavam as paredes dos edifícios (numa montagem comicamente explícita) e a Bat-Girl saía da parede do beco pilotando sua lambretinha... Do Fantasma, gostava por ser exótico; do Homem-Aranha, por ser marginal e paradoxalmente desprezado por sua timidez, ousadia e irreverência. Lia também os livros de bolso, aqueles com histórias de cowboys, gangsters, policiais e terror. Lembro de duas séries: Tex e Gisele, a espiã (que “alemoa“!, pensava). Depois veio uma literatura mais culta e classe média: sucessos de Sidney Sheldon, Harold Robbins, Irwing Wallace e Morris West. Ah! Como esquecer de Sherlock Holmes e principalmente de Agatha Christie (Allan Poe veio depois, que é leitura mais séria). Como não lembrar d’O caso dos dez negrinhos e da elegante argúcia do detetive Hercule Poirot?
Como ia dizendo, aos poucos cheguei na literatura “séria”. Com quinze anos, creio, descobri, na casa de uma prima, a Revista do Círculo do Livro (garanto que maliciastes de novo...). Adorei – a revista – e por livre e espontânea vontade “sugeri” a minha mãe (que desde criança “alegrava” com insistentes pedidos para comprar revistas em quadrinhos) um apoio financeiro para que também me tornasse sócio do Círculo. Nessa mesma ocasião, fiz o primeiro pedido: Vinte mil léguas submarinas. Depois, por três anos a cada trimestre, eu tinha a alegria de receber a revista e a aflição de ter que escolher um livro entre tantos e tantas seções: o recomendado do trimestre, best-sellers, ficção científica, literatura brasileira, juvenis, humor, divulgação científica e outras seções que não me lembro. Além da alegria de ganhar algum prêmio, quando conseguia um sócio novo ou juntava tantos selos por compra de livros, muito me instruí. Sem dúvida, foi através da leitura das inúmeras resenhas e dos poucos artigos de crítica ou entrevistas que tomei conhecimento da variedade de gêneros existentes no universo literário, assim como do conteúdo e da importância de inúmeras obras, mesmo sem lê-las. E em nenhum momento a televisão e a cultura de massa me afastaram deste caminho de letras, muito pelo contrário. Os filmes que via na TV me despertavam a imaginação e me ilustravam de história, literatura e mitologia, entre outras coisas. Na época era comum narrativas de aventuras de heróis mitológicos – como Sansão e Hércules – e de romances românticos como O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros e A ilha do tesouro – que aliás viraram seriados de TV como desenhos animados.
Atualmente, a relação com a TV e o cinema ainda se mantém, embora com uma qualidade diversa. Graças ao filme A ostra e o vento, de Walter Lima Junior
, fui sacado da minha “santa ignorância Batman!” e fiquei sabendo da existência do romance homônimo do escritor Moacir Lopes, o qual não era nenhuma novidade literária, visto que a obra foi editada pela primeira vez em 1964 (um ano antes de eu nascer). Ao lê-lo, descobri ser tão lindo quanto o filme, o que mais ainda me gratificou (pois normalmente considero os livros melhores que as suas traduções para o cinema ou TV). E, graças a esta descoberta, novamente soube quão delicioso pode ser mergulhar na literatura de ficção, posto que os anos de estudo e a prática de professor de literatura em muito contribuíram para o desgaste deste prazer.
Com a música não foi muito diferente. Através de Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Caetano e Gil, entre outros, cheguei à poesia. O incentivo da escola em que estudei a partir da 6a série até o fim do 2o grau (digo, ensino médio) contribuiu com dois concursos literários, mas a semente não estava nela. Onde? Não sei. São teias irrecuperáveis. No primeiro, em que alcancei o primeiro lugar, não tive mérito, mas o tema também era muito “quadrado”: cantar o colégio. Iniciei o poema, mas como não conseguisse levar adiante tantas eloqüentes e ufanosas redondilhas, uma amiga da minha irmã valeu-se da sua experiência poética e do seu amor pelo gauchismo para compor - impecavelmente - os versos e estrofes restantes (que foram muitos!). No segundo foi diferente. O segundo lugar foi mais saboroso, pois compus o poema sozinho (a temática era livre). Não ficou nenhuma obra-prima, é claro, mas foi um sincero e romântico poema em versos livres cujo tema era o protesto à opressão e à miséria. Valeu-me de prêmio vários livros, mas o que mais me tocou entre eles foi a antologia de Manuel Bandeira, meu querido poeta que desde então trago comigo. Assim como o velho Chico, que tantas vezes carreguei para a Lancheria, Bar e Café Universitário do Nelson (onde, pra contrariar, só dava velho aposentado e alguns dinossauros do curso de Oceanologia, que eu então empurrava com a barriga, cursando-o paralelamente ao de Letras). Lá, pedia uma cerveja ou uma cachacinha com mel, uma porção de calabresa ou lingüiça, pegava a caneta e punha-me a destrinchar os versos das canções de Chico Buarque, realizando deliciosas análises (e talvez dissesse melhor se falasse “viagens”...) que me renderam “lucros” posteriores e inesperados: um trabalho para a disciplina de Teoria Literária na graduação em Letras (que depois foi reescrito para uma disciplina do mestrado, ganhando “A” e “parabéns” da professora Dra. Maria da Glória Bordini!) e dois minicursos: A poética de Chico Buarque (apresentado na UEL) e A alegoria na canção de Chico Buarque (apresentado na UEM).
Mas nem todas as paixões se explicam de modo fácil. Assim foi com Albert Camus, cuja obra O estrangeiro eu li com 16 anos, creio. Não sei como a descobri nas prateleiras da biblioteca do clube onde era sócio-atleta (praticava atletismo e jogava xadrez pela SOGIPA) e nem porque a retirei para ler. Mas foi "impactante". Depois de sua leitura eu sabia que não mais seria o mesmo. E assim foi.
Hoje, como já disse, não tenho tanto prazer e tantas descobertas “essenciais” no trato com a literatura. Talvez devido à preocupação com tantas teorias a estudar; talvez devido à “análise, que estraga a primavera com a anatomia das flores”, conforme já escreveu Raul Pompéia, comprimido por seu temperamento romântico, de um lado, e a necessidade da técnica que o mundo científico e sério da época exigia, por outro. Mas talvez os anos adquiridos não sejam tão pesados e a velhice tão inócua e cruel, minha cara D. Camila. E se os românticos estiverem certos (de que ela é uma segunda infância), eu poderei retornar a tantas leituras não feitas e não “sérias” sem o compromisso com a qualidade total e sem a preocupação com as línguas alheias, em especial a dos puristas, zelosos zeladores da língua.


Marciano Lopes

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Projeto Autores & Ideias: bate-papo com André Czarnobai


PROJETO AUTORES & IDEIAS

O Sesc Paraná promove o Projeto Autores & Ideias, evento que discutirá os mais variados temas da literatura, tendo como ponto de partida suas relações com o ciberespaço. Ao longo de 2010, o Autores & Ideias percorrerá cinco cidades paranaenses com atividades que pretendem ampliar o debate em torno da literatura, leitura e letramento na sociedade digital. De maio a novembro, a cibercultura será a temática principal de mesas-redondas, workshops e oficinas, oferecidas nas unidades do Sesc em Curitiba, Londrina, Maringá, Pato Branco e Cascavel. Uma oportunidade única de trazer para o mundo real um bate-papo essencialmente virtual.

Neste ciclo de Autores & Ideias, que acontece em junho de 2010, serão abordados alguns veículos de comunicação com foco em literatura e artes em geral surgidos exclusivamente na internet, sua viabilidade em comparação com os meios impressos e algumas vantagens da publicação virtual, como maior interatividade com o leitor, baixo custo de implementação, versatilidade de formatos e a garantia de factualidade.


MESA REDONDA

Tema: Arte e informação na Rede
Autor Convidado
André Czarnobai – Rio Grande do Sul (escritor e fundador do Cardoso Online, o mais famoso fanzine digital distribuído no Brasil)

Mediador - Marcelo Bulgarelli - Jornalista

DATA - 24/06/2010
HORÁRIO- 20:00
LOCAL - SESC
Público: estudantes de jornalismo, letras, artes, artistas, jornalistas, escritores.


Quem é CARDOSO?


Ficcionista e não-ficcionista, gongorista, jornalista, roteirista, consultor criativo, webshaman extraordinaire, webdesigner autodidata, desenhista, preparador de original, tradutor, intérprete, produtor musical, DJ, MC, demonstrador e vendedor de aparelhos de monitorização vital, pior fotógrafo do mundo, bon-vivant e modelo, André Felipe Pontes Czarnobai nasceu no dia 27 de maio de 1979 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Autor de Cavernas & Concubinas (2005, coleção Risco:Ruído, DBA Editora).
Participou das coletâneas Oficina 32 (2004, Org. Luis Antonio de Assis Brasil), Troco (2005, Type), Dentro de um Livro, (2005, Casa da Palavra), Contos de bolso (2005, Casa Verde), Contos do Novo Milênio - Os melhores contistas gaúchos dos últimos 25 anos (Org. Charles Kiefer, Instituto Estadual do Livro, 2006), Ficção de Polpa 3 (Não Editora, 2009) e Desacordo Ortográfico (Não Editora, 2009).

Publicou contos na Revista Ficções (2003, 7Letras), no site da Revista Trip; no especial Feira do Livro do ClicRBS; nos jornais Zero Hora e Brasil Econômico; e nas revistas Aplauso, F, Bravo! e Gloss.

Participou da segunda edição do projeto Na Tábua, de Paulo Scott e Fábio Zimbres, ao lado de Marçal Aquino.


A PROGRAMAÇÃO É GRATUÍTA, VAGAS LIMITADAS.
PARA SE INSCREVER ENCAMINHE E-MAIL COM NOME E TELEFONE E OU DIRETAMENTE NO SESC.
O SESC FORNECERÁ CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO.
maringa@sescpr.com.br
laidesousa@sescpr.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Adeus, Dennis Hopper! - por "Anjo Polenta"

Um filme pode mudar a vida de alguém?


From: "Anjo Polenta"
Sent: Sunday, May 30, 2010 1:05:24 PM


Hoje morreu Dennis Hopper, ator e diretor de Easy Rider. Tenho a conta exata de quantas vezes assisti a esse road movie - 26 vezes (e contando). Apenas por Easy Rider e Apocalypse Now, Hopper merece estar no Panteão dos grandes atores de todos os tempos, embora sua filmografia incluísse muitas outras obras (Juventude Transviada, por exemplo).

A primeira vez que Easy Rider assaltou minhas retinas, tinha 17 anos, embalado pelo rock´n´roll e por um período intenso de leituras sobre os beatniks e a contracultura dos anos 60, Jack Kerouak, Gary Snider, William Burroughs, Allen Ginsgberg, Robert Crumb, Freak Brothers, Charles Bukowski, e, claro, todas essas publicações me indicando uma belíssima filmografia, tudo interligado, como naqueles raciocíonios perfeitamente circulares que às vezes percorrem as mentes quando se fuma maconha.

E nesses círculos perfeitos cheguei à Easy Rider. Digo que SIM, esse filme mudou a minha vida. Inspirado na liberdade que "Wyatt" e "Billy" buscam numa viagem sem fim pelo sul dos Estados Unidos (naquelas motocicletas maravilhosas...) eu então percorri milhares de quilômetros em centenas de viagens Brasil afora, sempre de carona, sempre com pouco dinheiro ou nenhum, sempre com uma guria linda e tão ou mais aventureira que eu (por onde andarão...?) dormindo em postos de gasolina, em praias deslumbrantes, ao lado de cachoeiras ou onde calhasse.

Meus cabelos enormes, minhas roupas coloridas, a estrada e dias de aventuras - o prazer de conseguir uma carona, os quilômetros que se sucediam, paisagens mutantes, e aquela sensação de eternidade que me invadia...

Para mim Easy Rider é uma metáfora da contracultura: a viagem dos personagem é estupidamente interrompida, simbolizando que a liberdade que se perseguia era impossível de se obter. Pelo menos, não para sempre.

Obrigado, Dennis Hopper, pela obra prima que é Easy Rider: fotografia, roteiro, e uma trilha sonora que parece ter sido especialmente composta para o filme, embora fosse meramente uma colagem de músicas que se encaixa nas cenas com perfeição raríssima.

Obrigado, Dennis Hopper, por ter inspirado algumas das melhores viagens da minha vida.

Convido a vocês, meus bons amigos desse vasto mundo, a assistirem a uma das mais belas cenas de Easy Rider, ao som de "Wasn´t Born to Follow", do The Byrds:

http://www.youtube.com/watch?v=gWhgLjim6Rc

Oh I'd rather go and journey where the diamond crest is flowing and
Run across the valley beneath the sacred mountain and
Wander through the forest
Where the trees have leaves of prisms and break the light in colors
That no one knows the names of

And when it's time I'll go and wait beside a legendary fountain
Till I see your form reflected in it's clear and jewelled waters
And if you think I'm ready
You may lead me to the chasm where the rivers of our vision
Flow into one another

I will want to die beneath the white cascading waters
She may beg, she may plead, she may argue with her logic
And then she'll know the things I learned
That really have no value in the end she will surely know
I wasn't born to follow

VALEU DENNIS HOPPER... QUE A TERRA LHE SEJA LEVE.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Poema na madrugada: "Ser/vida"

SER/VIDA

vida sobre/mesa
sobre/mesa vida
vida ser/vida

vida sobre/mesa
explícita

cadáver vivo?

natureza morta?

vida sobre/mesa
mesa sob(r)a vida
sobre/mesa vida

ser/vida
a/guarda
?

quem descubra
quem decifre
quem devore
?

faca
ques
pedaça
?

vida sobre/mesa
es/finge faminta

devora
ar/dente
mente
?

sente(?)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Poema na madrugada: Simulacros

SIMULACROS

Marciano Lopes



Quem duvida da vida tem culpa.
Quem evita a dúvida também tem.
(Humberto Gessinger, Somos quem podemos ser)




Onde o outro
que eu fui?

Onde o eu
que é o outro?

De quem o olhar
no vazio do vidro?

De quem as palavras
que saltam ferozes?

De um fingidor?

De um clone?

De um xerox
do simulacro?

De quem esta voz
este verbo, este vazio?

De quem esta veia
que se esvai?

Onde o outro
que sou?

Onde o outro
que sei?

Onde o outro
que nada sabe?

Onde o outro
que jaz morto?

Onde o outro
que era eu?

Onde o eu
que será outro?

Onde?

(Eu que pude ser
sonhos
que tentei ter...)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Teatro Universitário - Festival de Maio

Dias 8 e 9 - Helena
adaptação de texto de Machado de Assis - apresentação do TUM
Dias 15 e 16 - Esquetes
apresentação do TUM
Dias 22 e 23 - Medidas contra a violência
adaptação de textos de Bertolt Brech - apresentação do TUM
Dias 27 a 30 - Música & Dança
Dia 27 - 21 horas: Grupo TAP - Sapateado
Dia 28 - 21 horas : Grupo Fogança
Dia 29 - 21 horas: Oficina de Dança
Dia 30 - 1o horas: Orquestra da UEM
Dia 30 - 20 horas: Grupo Abaecatu

Aos sábados: 21 horas & aos domingos: 20 horas
Ingressos: R$ 5,00 e 3,00 (estudantes)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ciberespaço e literatura no SESC-Maringá - confiram!



Literatura e ciberespaço
Texto: SESC-PR


Até meados dos anos 1990 – isso quer dizer, menos de 20 anos atrás –, a distância entre escritores e leitores era muito maior do que nos dias de hoje. Os caminhos para a publicação não eram menos tortuosos, distanciando também os jovens autores das grandes editoras, cuja prática de mercado mais segura era publicar os “medalhões” literários ou, então, os poucos sortudos apadrinhados por um autor de renome.
Eis que um novo cenário começa a se desenhar com a popularização da internet no mundo. Novos canais – sites, blogs, microblogs, redes sociais – e novos autores passaram a surgir neste contexto, facilitando desde a descoberta destes nomes até sua publicação que, hoje, deixou de ser restrita ao livro físico. Para ser lido por milhares de pessoas, basta criar gratuitamente seu próprio espaço na rede mundial de computadores. Para ler, basta estar conectado a ela. Simples assim.
A evolução dos meios digitais é tão ou mais dinâmica que a entrega de um livro comprado online, impresso sob demanda por uma editora baseada na internet. Mas só se você fizer questão de ler em papel. Do contrário, poderá baixá-lo diretamente para o seu computador ou leitor digital – este ano, chega ao mercado o primeiro aparelho produzido no Brasil. Graças à informalidade e o caráter democrático dos meios eletrônicos, hoje também é possível que o leitor mantenha um diálogo muito mais próximo com seu escritor preferido via e-mails ou mensagens enviadas na caixa de comentários de seus respectivos blogs. Por sua vez, a crítica literária – especializada ou não – também se beneficiou deste cenário, permitindo que outras vozes lancem sua opinião a outros ouvidos, e atingindo um público maior, embora específico, mapeado através de mailings, comunidades sociais e ferramentas como o feed. Na era da informação customizada, o leitor e o texto sempre saberão se encontrar.
“A literatura brasileira não é mais a mesma depois da internet”, afirmou certa vez o editor do Digestivo Cultural, uma das revistas eletrônicas de cultura mais prestigiadas do Brasil. A literatura mudou, sim, mas não a ponto de interferir na linguagem e nos procedimentos narrativos – que pouco se transformaram, para falar a verdade. O texto literário que já nasce digital não é assim tão diferente daquele que se materializa em códices. Ou é? Até que ponto o hibridismo de som, imagem e texto – e os atalhos promovidos pelos hiperlinks – vêm influenciando os autores e leitores desta nova geração? E por que, mesmo diante do fenômeno dos e-books, nunca se publicou tanto livro impresso quanto atualmente? Na era da digitalização, como assegurar os direitos autorais dos escritores? Afinal, como será o mercado editorial no futuro?
Em meio a tantas perguntas e a este cenário, que muda e nos surpreende a todo momento, o Sesc Paraná lança este ano o Autores & Ideias, evento que discutirá os mais variados temas da literatura, tendo como ponto de partida suas relações com o ciberespaço. Ao longo de 2010, o Autores & Ideias percorrerá cinco cidades paranaenses com atividades que pretendem ampliar o debate em torno da literatura, leitura e letramento na sociedade digital. De maio a novembro, a cibercultura será a temática principal de mesas-redondas, workshops e oficinas, oferecidas nas unidades do Sesc em Curitiba, Londrina, Maringá, Pato Branco e Cascavel. Uma oportunidade única de trazer para o mundo real um bate-papo essencialmente virtual. Sendo assim, o Sesc de Maringá realizará no dia 11/05 o Projeto Autores & Ideias com a programação que segue:


OFICINA: PRODUÇÃO LITERÁRIA NA WEB
MINISTRANTE - PROFESSOR MARCIANO LOPES E SILVA- LETRAS - UEM
HORÁRIO: 14:00
LOCAL: SESC


MESA-REDONDA - LITERATURA ONLINE
AUTORES: DANIEL GALERA E DANIEL PELIZZARI
HORÁRIO: 19:30
LOCAL: SESC

A PROGRAMAÇÃO É GRATUÍTA, VAGAS LIMITADAS.
PARA SE INSCREVER ENCAMINHE E-MAIL COM NOME E TELEFONE
OU FAÇA CONTATO DIRETAMENTE NO SESC.

Contato:

Laíde Cecilia de Sousa
Assistente de Atividades
SESC- Maringá - Fone: (44) 3262-3232
Ramal - 2755http://www.sescpr.com.br/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lançamento do livro de poemas Tentação - de Marco Hruschka

Um poema de Marco Hruschka:

O VINHO

O vinho me liberta, me possui, me domina
Libera o êxtase de outrora, o desejo do porvir
Sinto que quero, mas não posso, minha sina
Venha, companhia noturna, aproxima-se o finir

O licor magnífico, escuro, mais que vermelho crina
Transpassa ferindo de prazer ao ingerir
O gozo gélido escaldante cheiro à marina
Cabeça ao leu, a boca confessando ao sorrir

O álcool fantástico possuidor de loucuras
As minhas, sobretudo, as que me pertencem
O ser estrangeiro que me habita as sombras puras

Eis o ápice de mim próprio, almas que sentem
Mais vinho! Não há, não há mais curas
Um brinde à vida, o último gole, o Éden!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Do amor - poema


amor, palavra doida!
mas muito mais doido
é o sentimento...

a palavra
por mais cambiante que seja
você agarra, vira, revira
beija
ou escarra
em cada uma de suas mil faces
conforme sejam vulgares
ou diáfanas
mas o sentimento, ah!
o sentimento...
este você não agarra
que ele te pega de jeito por dentro
e te sufoca e te arrebata!
balão inflando no peito
planície de pêlos varridos pelo vento
barragem aberta
se derramando sobre o leito...



Marciano Lopes

sábado, 17 de abril de 2010

Bons sonhos - poema


astros lábios
entre teias
sem chão

bons filtros
balançam
ventanas

Poema da madrugada: Folhas do quintal

Folhas do quintal

                                      para Graziele Queiroz



Valesse um centavo
cada folha caída
e não se beberia
tão amargo travo
todo santo dia.




marciano lopes

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ouça e veja Mercedes Sosa! Links para letras e vídeos!


Mais uma contribuição dos amigos Jairo Carvalho e Cássio Marcelo:

Mercedes Sosa: Basta clicar para ver e ouvir!
Cada "link" abre uma página com a letra e o vídeo da canção. Apenas lamentamos que o site não informe a autoria das composições, que não são de Mercedes Sosa (ela é apenas intérprete).

Todo Cambia.
Alfonsina Y El Mar.
Gracias A La Vida.
Solo Le Pido A Dios.
Como La Cigarra.
Ojos Azules
Honrar La Vida
Yo Vengo A Ofrecer Mi Corazón
Canción Con Todos.
Juana Azurduy
Volver A Los 17.
Luna Tucumana
La Maza
Soy Pan, Soy Paz, Soy Más
Zamba Para No Morir
Razón de Vivir
Si Se Calla El Cantor
Sube, Sube, Sube
Duerme Negrito
Piedra Y Camino
Años
Los Mareados
Balderrama
Cristal
Como Pajaros En El Aire
María Va
Me Gustan Los Estudiantes
Sobreviviendo.
Déjame Que Me Vaya
Agitando Pañuelos
Canción De Las Simples Cosas
Entre a Mi Pago Sin Golpear
Chacarera de Un Triste
Canción de Amor Para Mi Patria.
Palabras para Julia
La Arenosa
El Cosechero
Al Jardín De La Republica
Como Un Pájaro Libre
Santafesino de Veras
La Flor Azul
Pedro Canoero
Canción para Carito
Carito
María, María
La Estrella Azul
Hermano Dame Tu Mano
Todavía Cantamos
El Unicornio Azul
Corazón De Estudiante.
Y Dale Alegría A Tu Corazón
El Olvidao (Chacarera)
Los Hermanos
O Cio da Terra
Chacarera de Las Piedras
Calle Angosta
El Tiempo Es Veloz
A Que Florezca Mi Pueblo.
A Mi Hermano Miguel.
Cuando Ya Me Empiece A Quedar Solo.
Poema 15.
1970 Navidades.
Cuando Tenga La Tierra
A Quien Doy.
Como Dos Extraños
Taki Ongoy II
Solo Se Trata de Vivir
Vientos Del Alma
Corazón libre
Cancion Para Mi America
Inconsciente Coléctivo
Almas En El Viento
Al Despertar.
Antiguos Dueños de Flechas
Plegaria A Un Labrador
Alcen La Bandera
Venas Abiertas.
Canto A Mi América
Del Tiempo de Mi Niñez
Hablando a Tu Corazón
Un Vestido Y Un Amor
Caruso
Serenata Para La Tierra De Uno
Canción Para Un Niño En La Calle
El Puente de Los Suspiros
Yo No Te Pido
Eu só peço a Deus
Canciones Y Momentos
Caja de Música
Zamba de Los Mineros
Vuelvo Al Sur
A Víctor.
De Mí
Encuentros Y Despedidas
Sueño Con Serpientes
Sueñero
A Un Semejante.
Luna
La Carta
Guitarra Dimelo Tú
Amargura.
Zambita de Los Pobres
Siembra
Agnus Dei.
El Tiempo, El Implacable, El Que Pasó
Fragilidad
Ay Este Azul
Canción Y Huayno
Mon Amour
Ay Soledad
Una Canción Posible
Oración Al Sol
Fuegos en Anymaná
Alla Lejos Y Hace Tiempo
La Navidad De Luis
Criollita Santiagueña
Unicornio
La Belleza
Acércate Cholito.
Vengo A Ofrecer Mi Corazon
Bajo El Sauce Solo
Pueblero de Allá Ité
A Monteros
Viejo Corazón
Parte Del Aire
Madre de Madres
Cuando Me Acuerdo de Mi Pais
Los Pueblos Americanos
Viejas Promesas
Azul Y Blanco En Mi Corazón
Zamba a Monteros
Cinco Siglos Igual
La Peregrinación
Canción Para Despertar A Un Negrito
De Alguna Manera
El Corazón Al Sur
Dorotea, La Cautiva
Cerca de La Revolución
La Última Curda
Promesas Sobre El Bidet
Por Un Solo Gesto De Amor
Caserón de Tejas
Agüita Demorada
El Otro País
Tonada del viejo amor
Es Sudamérica Mi Voz
Retrato
Cuando Me Ves Así
Los Reyes Magos
Los Bailes de La Vida
Como Mata El Viento Norte
Regreso a La Tonada
Qué He Sacado Con Quererte
Como flor del campo
Credo
El Alazán
Agosto en Tucumán
Madurando Sueños
Despertar
Un Son Para Portinari
Rezo Por Vos
Arriba Quemando El Sol

sexta-feira, 2 de abril de 2010

De pronto, cavaleiro!

DE PRONTO, CAVALEIRO!
(afobado soneto romântico)
:
para Fabiana-Terra

:
:
Quando deslizas suave a tua mão
por minha pele e entre os meus cabelos
e sinto a lâmina de tuas unhas
a percorrer felina a minha nuca

arrepiam-se todos os meus pêlos
no mais delicioso calafrio
e de pronto, num relance
para a luta eu me apronto!

Como o mais famoso dos guerreiros
que cavalgou os campos da Bretanha
sagro-me-me atento e fiel cavaleiro.

Se na mão direita empunho a espada
na esquerda, meu coração te ofereço:
rubro brasão no meu escudo de prata.
:
:
marciano lopes

terça-feira, 30 de março de 2010

Poema da madrugada: "Elegia a um poeta romântico"

Elegia a um poeta romântico
                                                       
                                                              Marciano Lopes



¿Dónde iremos a parar
si se acaba Balderrama?

(
Balderrama, canción de Cuchi Leguizamón y
Manuel J. Castilla)*





Vejam a cadeira.
Nela, ele bebeu e sonhou!
Nela, declamou
Brecht,Walt Whitman e Maiakóvski,
ouviu de
Neruda cielos y aguas
que lloran y cantan,
uivou com Ginsberg,
brindou em pessoa com o
Pessoa
e
embriagou-se com Baudelaire!

(Depois cantou!
Em bom e andante
Tom cantou
a eterna e
última namorada...)

Sim, vejam a cadeira,
amarela, humilde e velha cadeira
(solitária como
Van Gogh).
Nela, o triste e brioso
bardo,
com sua boina e casaco azuis,
partilhou a dor de infinitas horas
por madrugadas inteiras!
Mas inteiro, sempre inteiro.
Pleno de lirismo e
melancolia.**

____________________________________________
NOTAS

* A interpretação de "Balderrama", por Mercedes Sosa, fez parte da trilha-sonora do filme de 2008 Che, sobre Che Guevara.

** O desenho "El sueño de la razón produce monstros" (que aparece ao clicar-se em "Melancolia") é uma obra do pintor espanhol Francisco de Goya (1746 - 1828). As pinturas desta postagem são de Van Gogh.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poema da madrugada: "Canto de minas"

Já conheço essa história.
Já sei como termina.
Já sei que é bobeira
namorar uma menina.

Chave de cadeia...
Línguas de trapo...
Mil ciúmes sem fim...
É o que me espera
paquerar uma teen.

Mas também vejo
(que barato!)
nós dois tirando sarro
na cara dos otários...

Também sei: é puro cio.
(na espinha um calafrio...)
Prazer do proibido.
Prazer do desafio.

Sangue novo nas veias.
Vinho velho nos lábios.
Muita adrenalina, mina
é a bebida dos sábios.

É, já conheço a história.
Já sei como termina.
Mas meu barato, baby,
é zebrar qualquer sina!



(marciano lopes)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Amigos são para sempre!

Uma homenagem aos meus amigos, incluindo o da foto. Para ver a imagem ampliada, clique nela. Para ouvir a música e ver sua apresentação durante a 1a JIOP, clique no link abaixo:

terça-feira, 9 de março de 2010

A arte de donLeal no Jornal Aldrava

Para conhecer mais obras do amigo donLeal, de quem já apresentei imagens da "Alegoria dos fluxos", a pintura "Universo em Verde" (janeiro/2010) e algumas esculturas (setembro/2009), veja matéria sobre sua arte no Jornal Aldrava:




Seguem abaixo um poema e um cartoon de sua lavra:


Descobrir

não há nada de rarefeito
a não ser a palavra asfixiante
a mão que prende a respiração

o sono do ensino
e o menino decora o poema
e o menino não toca a poesia

não há descobrimento
do brasil mas há descoberta
de algum descobridor

não há mais como não levitar
a criança pula o muro da escola
que o avião tem asas nos braços



Foto do cartoon de Grazi Queiroz

terça-feira, 2 de março de 2010

REOVO - poema da madruga

tô voltando
vô cantar no coral
e ser feliz sem pedras

porque saí do ovo
)de novo(
coro coralina
in cantata


para Thayse L.
02/03/2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

DON JUAN

me vejo ao teu lado
na foto envelhecida


tens aquele sorriso triste
e aquele jeitinho - esquivo
que tanto marcou

hoje não estás
nem sei se me vês

(bem sabes que sou cético

bem sabes que meu pai
há muito reneguei)

mas se puderes
saberás que em silêncio te amo
e não me canso de te buscar

buscar aquele sorriso
aquela alegria aquela lucidez
aquela força interior


que nunca encontrei

(maldito amor
que - de beijo em beijo
-
jamais beberei...)
:
:

marciano lopes

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Discurso de embaixador mexicano a respeito da dívida externa


Recebi o texto abaixo repassado por e-mail, não sei quem o escreveu, mas vale a pena lê-lo e repassá-lo, é de uma ironia penetrante, ácida, cortante e certeira - sarcástica, em suma. Um abraço saudoso ao amigo Cássio Marcelo que me enviou e ao amigo Jairo que enviou para ele.

DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO


Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.
A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto.
:
:
Eis o discurso:
:
:
· "Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
· Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!
· Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
· Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.
· Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos.
· Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
· Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.
· Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
· Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.
· No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
· Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
· Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
· Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
· Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
· Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
· Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Mitomotocontínuo (poema em processo)

pressão
repressão
depressa
depressão

pensa
prensa
com$$
pensa
im
pre$$
cisão

prensa
.com ágio
plu$
plágio
.com riso
sarcástico
prático
fático
fétido
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versão
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dê
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pressão
precisão
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com pressa
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plu$ plágio
sarcástico
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acre
ácido
fatídico
&
(en)fático

(mítico
místico
fóssil
fétido
sifilítico
mágico
lindo
míssel
via mídia
com$$
pre$$a
com
pensa
fala Cia
ção)

im
pre$$
cão!


pressa
dispensa
responsa

prensa
comprime
inventa
má mão
para
pre$$
cisão

re(s)para
prensa
preza
repensa
pre$$
tável
pró
fissão

@.com
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ponsa
brother
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mão
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.
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marciano lopes

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Universo em Verde - de donLeal


Título: Universo em Verde
Autor: donLeal
Foto: Sansão (Fábio Freitas)


Esta pintura se encontra na parede da casa em que moro, que é de nossa amiga Gisele Cezar. Abaixo, eu com o amigo e autor da obra. Foto de Graziele Queiroz.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Alegoria dos Fluxos - de donLeal




Na postagem "Sonhos de uma tarde de verão" (duas atrás), apresentamos um detalhe da "Alegoria dos Fluxos", bela pintura de donLeal feita no banheiro do Bar e Restaurante Padoka (Rua Lauro Werneck, quase ao lado do Wizard Vip). Agora, apresentamos acima outros detalhes desta belíssima pintura. As fotos são do nosso amigo Sansão (Fábio Freitas). Depois há quem diga que bar não é local de arte e cultura!
:
marciano lopes
PS: para conhecer mais obras de donLeal, acesse o Jornal Aldrava: http://www.jornalaldrava.com.br/pag_donleal.htm


Luz das Estrelas

gemidos
suspiros roucos
sussurros surdos insanos

vontades olvidadas
veladas velhas verdades

chagas chamejantes
xanas encharcadas
xotas enchorcalhadas

com cancros escancarados
com cancãs todos toldados
em cacos encalacrados

roda

valetes & vedetes
xuxetes & chacretes

mancebos mancebados
manchagados em manchetes

mix remix de dados amixordados

SOB A LÂMPADA !

cirandando cirandando
cirandando só

em suspiros loucos
murmúrios beijos boxixos
eunucos & moucos

sussurrando verdades
vontades aviltadas
veladas pulhas metades

com cancros chagas cancãs
xanas xotas xexecas

chamejantes
encharcadas
enchorcalhadas
enxanadas

SOB A LÂMPADA !

cirandando cirandando
cirandando só

em gemidos surdos
roucos loucos insanos

com cancros encalacrados
mil cacos estilhaçados
espalhando pelo caminho

xotas
chagas
xanas
ganas de esganar

SOB A LÂMPADA !

viandante viandante
viandante só

CORTA!


marciano lopes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sonhos de uma tarde de verão

Sonhos de uma tarde de verão


Degusto a cerva gelada
numa tórrida tarde de terça
e por instantes sonho
que sou feliz.

Mas eis que
de repente!
um podre cheiro de merda
minhas narinas invade.

Troco de bar
mas a cerveja
já não é a mesma.

(redondos descem os sonhos
embrulhados no estômago)
---------------------------
Arte: detalhe da pintura "Alegoria dos Fluxos", de donLeal, feita no banheiro do Bar e Restaurante Padoka, mais conhecido como "bar do Adão".
Foto: Sansão (Fábio Freitas)
Poema: Marciano Lopes
Observação: este poema não foi feito nas mesas (e nem na privada) do Padoka, mas poderia ter sido, pois expressa muito bem o momento que nós frequentadres do local vivemos. Devido a uma insensata (pra não dizer outra coisa) lei aprovada na Câmara de Vereadores de Maringá, proibindo a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais distantes até 150 metros dos portões das IES desta cidade, talvez não seja mais possível a digna e salutar opção de se beber uma beer no bar do Adão. Salutar porque neste bar pode-se ter boas e inteligentes conversas acompanhadas de boa música, sem os "agro" e "zooboys" com seus carros tocando "sertanojo" a todo volume - o que já não ocorre mais naquelas quadras há muiiiito tempo...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As delícias do Mercadão Municipal de Maringá - por Wilame Prado

Repasso abaixo e-mail do jornalista - e estimado leitor da Revista Outras Palavras - Wilame Prado, de cuja banca de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de graduação tive o prazer de participar. Aliás, falando em prazer, parece que ele está se especializando em saborosas reportagens gastronômicas. Seu TCC - em parceria com Cauhê Sanches Pereira - foi uma reportagem (na linha do jornalismo literário) sobre os vendedores de beira de estrada em Marialva, trabalho cujo título foi "Hibridismo cultural em comércio informal de beira de estrada".
:
Marciano Lopes
:
:
Para a última edição da revista maringaense ZAZ, nº 56, eu e o fotógrafo Fábio Dias fizemos uma reportagem sobre o Mercadão Municipal de Maringá. Quem tiver interesse em ler essa e outras interessantes matérias publicadas na revista, o preço de banca é R$ 12,90. Entretanto, a revista bimestral ZAZ é encontrada em inúmeros estabelecimentos comerciais de Maringá. Leia, aprecie as fotos e me conte o que achou da reportagem. Depois, visite o Mercadão Municipal de Maringá. É um show de gastronomia. Foi a reportagem mais "deliciosa" que já fiz.

Aproveito esta postagem para agradecer aos leitores que insistem em visitar A Poltrona. No último dia 8 de janeiro, este blogue completou dois anos, data a qual tinha me esquecido completamente. Fica aqui meus sinceros agradecimentos a todos que apreciam meu trabalho. Um abraço.

- Wilame Prado - A Poltrona (http://www.apoltrona.blogspot.com/)